Escassez de água: temos como mudar esse futuro?

Nas última décadas o ritmo de desenvolvimento econômico e o crescimento tiveram um ritmo distorcido e foram baseados por fatores estritamente financeiros, produtivos e de mercado, não considerando um importante fator, primordial para que houvesse equilíbrio: o fator ambiental. Assim, constatou-se que o mundo prescreveu ao meio ambiente um futuro caótico a médio e a longo prazo.

Questões ambientais são observadas e discutidas pelos países do mundo inteiro. Problemas ambientais não tem fronteiras políticas nem geográficas, necessitando de apoio e cooperação entre países, continentes e nações. Nações que promoveram desenvolvimento desenfreado, derrubando suas matas, poluindo suas águas, acabando com nascentes e modificando o comportamento climático microregional, agora buscam por soluções no combate a escassez de recursos naturais.

A importância da água para a sobrevivência da vida no planeta é essencial. 70% da superfície terrestre é coberta por água, porém somente 1% deste total é potável. Segundo a ONU, até 2030, a demanda por água no mundo aumentará em 50%. No Brasil, mais de 90% do esgotos domésticos e cerca de 70% dos efluentes industriais não tratados são lançados nas fontes de água potável, como os rios. Ou seja, boa parte da água que poderia ser utilizada para nosso consumo, está contaminada e poluída. Esses dados são alarmantes, mas é possível reverter essa situação com medidas eficazes.

O Brasil é um país com abundância de água doce e costa marítima, distorcendo a percepção das pessoas em relação a possibilidade de flata de água para consumo humano. Mas essa abundância de água passa por um desperdício gigantesco. A cultura popular distorce padrões de necessidades básicas, fazendo com que os que tem acesso a água, não vem o quão importante é para o dia-a-dia. São perdidos 4 a cada 10 litros de água potável somente durante a distribuição, segundo o IBGE. Além disto, cerca de 35 milhões de brasileiros não recebem água tratada em suas residências, equivalendo a 16% da população. Por este motivo, este ano foi votado o novo marco legal do saneamento básico pelo Senado, tramitando desde 2018.

A Lei do Saneamento básico, de 2007, prevê a universalização do abastecimento de água e do tratamento da rede de esgoto no país, estabelecendo regras básicas, a regulamentação e a participação de empresas privadas. Alguns índices melhoraram desde então. Em 2011, 82,4% da população tinha acesso à água tratada, e, em 2018´passou para 83,6%. Mas o desperdício de água aumentou. Em 2015, 36,7% da água potável produzida foi perdida na distribuição e, em 2018 esse índice foi para 38,5%. Isso significa que a cada 100 litros de água captada e tratada, quase 40 litros são perdidos.

Em vista de tanta perda, ainda tivemos que acompanhar esse ano uma diminuição nas chuvas que comumente ocorrem em certas regiões do país, resultando na necessidade de rodízio de distribuição de água em dezenas de cidades. Mas, é possível evitar que isso continue a ocorrer? Esse será o nosso ‘novo normal’?

 

Você pode e deve tomar atitudes imediatamente para evitar que isso se repita constantemente. Veja algumas dicas disponibilizadas no site da infomoney que podem ajudar:

 

1. Tome banhos curtos. A redução de 5 minutos no tempo de banho diário, promoveria a economia de 26,8 bilhões de litros de água só no estado de São Paulo.

 

2. Feche o chuveiro sempre que possível. Durante o banho, ao se ensaboar, evitar fazer batba e depilação e ligar a água apenas para se enxaguar, diminui o consumo de água de 180 para 48 litros.

 

3. Mantenha a torneira fechada ao escovar os dentes, ensaboara as mãos, lavar o rosto, ensaboar a louça, esfregar a roupa. A economia é de 12 litros em casas e 80 litros em apartamentos.

 

4. Cuidado com vazamentos. Um buraco de dois milimetros em um cano desperdiça 96 mil litros de água potável. Em um dia seria possível lavar todas as roupas em uma só lavagem na máquina.

 

5. Use a descarga com consciência. A cada 6 segundo uma descarga consome entre 6 a 10 litros de água. Utilize somente quando necessário e jamais jogue lixo no vaso sanitário. Recolha água da maquina de lavar e reuse como descarga.

6. Limpe antes de lavar. Retire o excesso de resíduo dos pratos, copos, talheres e panelas a seco, antes de abrir a torneira. Só utilize maquina de lavar louças com sua capacidade máxima.
 
7. Lave roupas com menos frequência. Apenas quando for realmente necessário, reutilize sua roupa caso ainda esteja limpa e sem cheiro, use a máquina completamente cheia. Uma máquina de lavar de 5 litros, consome 135 litros a cada uso. Acumule roupas antes de lavar.
 

8. Não utilize mangueiras. Regue plantas com regador, utilize baldes e pano úmido para lavar o carro. Uma mangueira se usada por 15 minutos, consome 180 litros de água.

 

9. Use vassoura para limpar calçadas, garagens, pisos. Use vassouras ou água de reúso.

 

10. Cuide da água da piscina. Cubra a piscina para diminuir a evaporação, que diminui em 90%. Uma psicina média, a perda chega a 3.785 litros por mês, equivalente ao consumo de 4 pessoas por ano.

 

11. Atente-se a caixa d’água. Não deixa transbordar e mantenha-a sempre fechada para evitar evaporação.

 

12. Reaproveite a água. A água da máquina de lavar e a água do banho podem ser reutilizadas para pequenas limpezas, dar descarga, enxaguar panos.

 

13. Aposte em sistemas de reutilização. Colete água da chuva e use para regar o jardim ou nas descargas.

 

14. Responsabilize-se. tenha em mente que isso é responsabilidade sua. A economia de água depende de cada setor, de cada pessoa, cada empresa, indústria, cada gesto conta. Ao mudar hábitos de consumo, você estimula as pessoas que convivem com você, movimentando uma rede de mudanças que beneficiarão à todos. Só comece!
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