Algoritmos ajudam na preservação da Mata Atlântica

O dia 27 de maio é marcado pelo Dia da Mata Atlântica, uma data importante para repensar tudo o que ela representa para nós. Afinal, mesmo sendo uma das ecorregiões mais ameaçadas do planeta, ela tem uma alta capacidade de regeneração. Ainda assim, restaurá-la é um desafio: por onde começar? Pensando nisso, pesquisadores descobriram uma forma de colocar os algoritmos em prol da preservação da Mata Atlântica.

Uma equipe internacional, liderada pelo pesquisador Bernardo Strassburg, da PUC-Rio, desenvolveu uma pesquisa inédita, publicada na revista científica Nature Ecology & Evolution, apresentando um algoritmo capaz de identificar as áreas prioritárias a serem restauradas.

Foram mapeadas 362 soluções para recuperação florestal, levando em conta fatores como a conservação da biodiversidade, mitigação de mudanças climáticas e redução de custos de recuperação da mata.

As soluções mapeadas apontam, por exemplo, que, se a restauração for concentrada no litoral do Sudeste, os benefícios são maiores para a conservação da biodiversidade. Se a opção for por restaurar terras mais áridas no Nordeste, o custo é menor, mas os benefícios para biodiversidade e clima também são mais baixos.

Então como juntar os 3 fatores para ter melhor custo/benefício nessa recuperação?


Otimizando a preservação da Mata Atlântica

A lei determina que cada imóvel rural localizado na Mata Atlântica possua, ao menos, 20% de área coberta por floresta nativa. As que tiverem abaixo da meta devem fazer a reparação, estando sujeitas a perda dos benefícios. Entretanto, a pesquisa conclui que deixar que cada proprietário restaure suas próprias terras não é a melhor solução – as florestas seriam pulverizadas e não estariam conectadas entre si.

A solução, portanto, é que os proprietários compensem a recuperação em áreas prioritárias, o que é permitido por lei. Nesse caso, a diferença para a Mata Atlântica (e para nós) seria enorme:

  • 450 milhões de toneladas de gás carbônico a menos na atmosfera;

  • 308 espécies menos extintas;

  • 4 bilhões de dólares de redução de custos.

O estudo deu origem a mapas que poderão ser utilizados para a definição dessas áreas prioritárias pelo Ministério do Meio Ambiente. O algoritmo também já está sendo replicado para outros países e biomas.

Faça a sua parte

Que a floresta tem uma grande importância para nossa vida na terra não é segredo pra ninguém. Para mantê-la bem, além de ações macro, o que podemos fazer é olhar para o nosso consumo e hábitos. Questões como a produção de lixo, poluição das águas e uso da energia, entre outras atividades que se tornam rotineiras, mas que devem ser repensadas para o bem comum.

Conscientizar é um dos pilares da Oudiser Brasil, afinal, acreditamos em desenvolver atitudes responsáveis para criar sociedades mais sustentáveis. Vamos fazer nossa parte, que pode começar na coleta e separação de resíduos no seu condomínio. Você já faz isso?

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